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Mostrando postagens com o rótulo Amor

Prisão sem grade

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Liberdade... Segundo o dicionário, liberdade significa (dentre outras coisas) " condição daquele que não é cativo ou que não é propriedade de outrem ". Então, como não sou propriedade de outra pessoa, sou livre? Nem sempre. Liberdade vai muito além de apenas não ser pertencente à outrem... até porque muitas vezes somos nós mesmos que tiramos nossa própria liberdade! E, sobre isso, você pode se perguntar "quem, em sã consciência, tiraria sua própria liberdade?" E eu lhe respondo: você, eu, e todo ser humano! Eu sei, é estranho, mas fazemos isso o tempo todo! Às vezes nós nos prendemos tanto à situações passadas, de modo que não conseguimos mais caminhar, progredir. Parece que sempre temos algo que nos amarra, nos segura e faz com que fiquemos patinando sem conseguir sair do lugar... Parece que a "vida não anda", que sempre acontece tudo igual é que nada da certo. E isso, muitas vezes não é só impressão; é real!  Quando nos prend...

Demonstrar não é fraqueza.

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Indiferença é o que não deveríamos sentir. Me apavora o fato de não demonstrar aquilo que sinto; seja um frio na barriga ao fazer uma descida de carro, seja o sorriso largo ao sentir o abraço de uma criança ou o choro desenfreado de algo que machucou a alma.  A emoção é uma fonte inesgotável que emana dentro de nós, em uns mais, em outros menos; mas ela está sempre presente.  A capacidade de se sentir e poder expor, é o que nos tira da areia movediça do normal, do padrão e da visão dos outros sobre nós, que nos deixa algemados. Quando foi que demonstrar o que sentimos foi transformado em culpa e medo? Em qual momento nos perdemos, ao nos privarmos de rolar as lágrimas pelo rosto, de gargalhar sem ter motivo algum, de demonstrar com palavras e ações o carinho que temos por alguém? Quem foi que disse que maquiagem é para se ESCONDER dos medos que, por vezes, nos cercam?  Tenho percebido que, cada vez mais, estamos tentando mostrar algo pra alguém. Um filho que...

Não nascemos para ser metade

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Você já procurou sua metade ? Já procurou alguém que lhe complete ? Sua " metade da laranja ", sua " cara metade "? O nome ou o termo não importa tanto... O fato é que muitas pessoas (a maioria, eu diria) já fizeram, ou, farão essa busca em algum momento da vida! Hoje eu estava limpando algumas conversas de whatsapp, como de costume, e acabei lendo um trecho de uma das conversas que falava exatamente sobre isso: nossa metade ! E foi esse o motivo que me trouxe aqui, pra compartilhar com vocês um pensamento sobre isso. Às vezes passamos tanto tempo tempo buscando alguém que nos complete , alguém capaz de suprir nossas carências, de preencher certos vazios que sentimos, que nem paramos pra pensar direito sobre isso! Certos "vazios" da alma doem e gritam tanto dentro de nós, que queremos preenchê-los, a todo custo, o mais rápido possível! Nosso anseio de sermos amados por alguém invade nosso coração; o desejo de completude fala mais alto em ...

A busca do equilíbrio entre razão e emoção.

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Até que ponto você se considera um ser racional? Um questionamento aparentemente simples de responder, mas pensar em sensibilidade vai muito além de um simples sentimento. Historicamente temos uma clássica oposição entre razão e sensibilidade/emoção, cravada desde o século XVIII até os dias de hoje, colocando a razão hierarquicamente superior a qualquer outra capacidade humana, inclusive a sua capacidade de sentir.  Mas essa luta é fruto de uma sistematização que busca uma certa organização, logo se levarmos em consideração os sentimentos estaríamos em uma esfera desorganizada, já que o mundo das emoções são ditados pelas sensações, que por sua vez, são informações  que os nossos sentidos recebem, ou seja são condicionados exteriormente trazendo pra dentro de nós. Para os gregos a significação de sensação deriva da palavra AISTHESIS , que é a capacidade de PERCEBER.  Mais tarde, todos os estudos mostraram que as sensações não eram suficientes para ...

Você está pronto para a "viagem" da vida?

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A vida é uma constate viagem. Diariamente fazemos e desfazemos a mala. Tiramos de dentro o que não faz mais parte do contexto e deixamos aquilo que ainda precisaremos para o próximo destino. E como em toda viagem, somos tomados pelos sentimentos que as chegadas e partidas causam em nós. A alegria e ansiedade da chegada, bem como o martírio de vivenciarmos a partida. Sofremos tanto quando alguém se vai, seja lá por qual motivo, uma proposta de emprego em outra cidade, o ingressar de uma faculdade, um casamento, ou porque não deu certo  e até mesmo a morte de alguém que nos é querido.  O fato é, que nunca estamos preparados para a saída de alguém que entrou na nossa vida. Mas, talvez devêssemos olhar para as partidas e lembrar que ela já foi uma chegada. E que chegada! Aquelas que vem sem avisar, e quando menos esperamos, já é parte...e como deixar ir? Não deixa, mas ás vezes é preciso partir. Ninguém entra na nossa vida por acaso e em tudo aprendemos, seja t...

Me fiz abrigo

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Apenas acolher . Quantas vezes nos vemos intimidados pelo "diferente" que o outro nos traz? Aquele outro ser, que nos mostra outra realidade e se apresenta, ainda, desconhecido, por vezes pode nos trazer uma sensação de "perigo". Entendamos aqui que é uma tendência primitiva e natural do ser humano de ter medo do desconhecido: " e se for perigoso? E se me colocar em risco? E se for uma ameaça? " Dessa forma, pode ser que nossa primeira reação seja repelir o "diferente", isolá-lo de maneira que ele não nos alcance. Mas, vivemos em sociedade, onde cada indivíduo é único e, de maneira óbvia, o "diferente" é uma constante. Ilude-se quem acredita não viver em meio às diferenças. E, ao contrário do que nossa tendência primitiva e natural nos faz pensar, as diferenças só nos fazem crescer. São as diferenças que nos ampliam horizontes! Elas estão por toda parte! São acessíveis: podemos nos colocar a colher o que desejarmos acolhe...

A essência do silêncio

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O silêncio é importante. Tem momentos que não adianta discutir, expor opiniões ou ficar sempre à mercê de uma resposta. Você não precisa implorar nada, muito menos aquilo que já foi dito e por vezes expressado.  Silenciar não é mostrar covardia nem tão pouco desculpa para encobrir problemas ou fingir estar bem, mas um exercício que demonstra equilíbrio, maturidade e sobre tudo sabedoria. É crescer emocionalmente.  No silêncio encontramos movimento, espera, liberdade ou somente o silêncio, e só ou é só?  Mas se estiver disposto a investir neste exercício, será capaz de ouvir sons que são quase imperceptíveis como o pulsar do coração, o respirar lento e por vezes sussurrados, como também o balbuciar dos pensamentos que são fortemente atraídos pelo momento singular proporcionado pela calmaria, de simplesmente, não dizer nada. O silêncio também nos faz perceber que o barulho da água escorrendo pelas pétalas e indo de encontro com o solo é diferente, e ...

O tempo é um sopro

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A partir de um ano vivendo experiências diversas e de certa forma "momentâneas" percebi o mundo de uma maneira que nunca havia visto. Onde o tempo é um sopro.  E neste sopro todos os acontecimentos vão passando rapidamente, uma noite está em uma cidade e na manhã seguinte em outra, claro um exemplo desse pode estar distante para muitos de vocês, mas como de costume aqui no blog o desejo é chegar pertinho de cada um - puxa na memória a comemoração do fim de ano, tão esperado, compra-se roupa nova, ajeita a casa, prepara uma janta, faz uma contagem regressiva e BOOOM "Adeus ano velho, feliz ano novo...", segundos e já estamos desfrutando de outro ano, ou também o preparo de um almoço especial, senta-se á mesa, curte a comida e a companhia, num instante todos estão "satisfeitos" e as visitas se vão....ah sabe aquele dia marcado para acompanhar o por do sol ao lado de alguém muito amado ou somente a sua própria companhia, chega até um pouquinho mais ced...

Quem quer, se faz presente

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As pessoas não se preocupam mais com as outras e, assim como um plástico solto no chão torna-se descartável, pessoas, sentimentos e histórias também. Vivendo de forma líquida, o que era pra ser sólido definha, tentando superar a barganha pela qual nos expomos, fazendo dessas relações como custo-benefício, almejando o lucro que aquela relação irá trazer. Queremos usufruir de tudo que uma pessoa pode nos oferecer e quando temos certeza de que "sugamos" tudo dela trocamos por outra no "mercado da vida".  Condição essa, recorrente de uma sociedade individualista, que transformam pessoas em mercadorias para satisfazer seus gostos, anseios e, por vezes, vazios. E o medo de que o outro faça parte de mim impede a construção de laços; pois, a partir do momento que o outro "vive" em mim, me demanda tempo, noites sem dormir pela preocupação; tudo isso porque estamos caminhando para uma construção perene, vivendo uma interação com outrem.  Pessoas prontas...

Quando o pouco se torna muito

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Você lembra daquela vez em que estava se sentindo frágil, sem saber muito bem o que fazer, se perguntando "e agora? O que eu faço?" e torcendo desesperadamente pro tempo passar rápido e toda dificuldade passar logo? Se lembra? Provavelmente, em algum momento, alguém apareceu e fez alguma coisa que deixou (pelo menos naquele 'instantezinho') as coisas menos pesadas. Pensa... você vai conseguir lembrar de alguém que fez ou disse alguma coisa te aliviou e acalmou. E talvez essa pessoa nem saiba disso! Me lembro de uma passagem em que depois de prestar um trabalho de consultoria breve para uma pessoa, ao final ela me disse: "eu preciso te agradecer.. estou aqui pensando se falo isso ou não, porque não tem nada a ver com o que estamos conversando, mas eu preciso falar: obrigada por  tornar o meu dia menos difícil e mais agradável!" Ela me surpreendeu com sua fala, e eu quis saber em que havia ajudado, já que eu não conseguia identificar o que eu pudesse te...

Deixe-o ir, mesmo que ainda doa

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"A lagarta dorme num vazio chamado casulo até se transformar em borboleta" , disse Rubem Alves. Ele estava certo! Passamos a vida acreditando que precisamos ser cheios... cheios de amor, cheios de paixões, cheios de amizades, cheios de felicidade, cheios de bens, cheios de nós... e à primeira vista parece mesmo uma ideia encantadora. Se fosse assim, não nos faltaria nada, viveríamos totalmente satisfeitos; mas, como disse Guimarães Rosa, "O animal satisfeito dorme". Sobre isso,   Mário Sérgio Cortella completa o pensamento alertando sobre " o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual." Certo; mas e se o amor, que nos é tão necessário e vital, nunca nos faltasse? Parece apaixonante a ideia de nunca mais sentirmos falta de amor, de nunca mais nos sentirmos sós e estarmos sempre cheios, completos, satisfeitos... Ora, se fosse assim, como poderíamos experimentar "o novo"? Há tanto para se v...